EAD.UEMG/MG
Curso de Pedagogia
1° Período
Livro de Paulo Freire
“Educação e Mudança”
Nanuque, 02 de
Maio de 2014.
O livro “Educação e Mudança”, escrito originalmente em
espanhol e publicado no Brasil em 1979, tem como autor Paulo Reglus Neves
Freire, um grande educador e filósofo brasileiro. Nascido em Recife, em 19 de
setembro de 1921, e falecido aos 75 anos, em São Paulo, no dia 2 de maio de
1997. Paulo Freire destacou-se na área da educação popular, sendo considerado
um dos maiores intelectuais do século XX.
Esse livro enfoca a
análise que Paulo Freire faz do sistema educacional no processo de mudança,
consciência, compromisso e sociedade.
Sociedade, que desenvolve suas
atividades e compromissos em colaborar com um processo de transformação. Assiná-la
também que a educação tem como elemento fundamental, como seu sujeito, o homem
que busca, por meio dela, a superação de suas imperfeições, de seu saber
relativo. Quando uma sociedade
está em constante mudança de seus valores, podemos afirmar que estamos em
transição, ou seja, temos de saber o que fomos o que somos para saber o que
seremos. A sociedade fechada é aquela em que o ponto de decisão econômico de
uma sociedade está fora dela e dentro de uma outra sociedade matriz que é a que
tem opções, em troca, as demais sociedades só recebem ordens . É uma sociedade
servil onde há alto índice de analfabetismo e desinteresse total pela educação
básica dos adultos. Essa sociedade é muito prejudicial para quem quer ter uma
oportunidade na vida. Uma sociedade é alienada quando não tem consciência de
seu próprio existir, ou seja, quando pretende imitar a outrem, já não é ele
mesmo. Um profissional alienado é um ser inautêntico, não olha pra a realidade
com critério pessoal, mas com olhos alheios. Por isso vive uma realidade
imaginária e não a sua própria realidade objetiva.
Compromisso social que o profissional deve assumir, para isso, são necessário, primeiramente, que o protagonista da educação esteja consciente de sua realidade, isto é, que seja capaz de “agir e refletir”. Isso exige um exercício de “distanciamento” e concomitante “reflexão sobre” o contexto que o cerca para poder objetivá-lo e transformá-lo. Além disso, esse compromisso deve ser realizado por um ser concreto, com existência concreta em uma situação concreta no mundo físico. Em outras palavras, utilizando a metáfora das “águas”, Freire afirma que não há como comprometer-se verdadeiramente, sem mergulhar-se, sem ficar “molhado”, “ensopado”. Para Freire, até mesmo aquele que se diz “neutro”, “sem compromisso”, está, na realidade, com medo de se posicionar. Assim, oculta a verdade, ou seja, o comprometimento consigo próprio. E os demais, compromisso não é um ato passivo, inapto, mas é práxis (ação e reflexão sobre a realidade), é, também, sinônimo de solidariedade, nunca unilateral ou reduzida à “falsa generosidade”. Aquele que se compromete não pode ter uma visão ingênua da realidade, mas precisa buscar conhecê-la, compreendê-la em sua totalidade. Por fim, Freire evidencia que além do comprometimento genérico, deve existir também o comprometimento profissional, como uma dívida que o profissional assume em sua prática.
A Consciência é tratada da
relação homem-educação-mundo. O
homem é sujeito da educação e não objeto da mesma. Assim, ele deve agir
criticamente em seu espaço social e histórico-temporal. É a partir do
conhecimento de suas condições, que esse sujeito poderá se “distanciar”,
analisar sua realidade e intervir sobre ela. O homem descobre-se nessa
realidade, realidade essa que guarda em si uma pluralidade, criticidade,
conseqüência e temporalidade. Essas características fazem parte das complexas
relações humanas e “é porque se integra na medida em que se relaciona, e não
somente se julga e se acomoda, que o homem cria, recria e decide”. Freire faz
uma discussão filosófica sobre o “agir” humano sobre sua realidade e como esse
processo de “mudança” da realidade, implica, concomitantemente, mudanças no
ser, nas épocas históricas. Para ele, as transições, ou avanços fazem parte da
democratização do país. Para tal, é necessário o conhecimento e a organização
do pensamento. Assim, pensar é um ato fundamental. Como fazê-lo? - indaga
Freire. Por meio do diálogo, da pedagogia da comunicação. É por meio da
comunicação que o analfabeto é alfabetizado, que aprende a gramática, o
vocabulário, etc. Como a educação, para Freire, é um ato de conscientização,
tal ação torna-se (ou pode-se tornar) libertadora e transformadora.
Aborda Mudança
como resultante da ação, ou seja, do trabalho que o homem exerce sobre o mundo,
e insere o trabalhador social neste contexto como sujeito de transformações,
onde tem que optar por aderir à mudança que ocorre no sentido da verdadeira
humanização do homem ou ficar a favor da permanência. Sua opção determinará seu
papel, assim como seus métodos e técnicas de ação. O trabalhador que opta pela
mudança tem o papel de atuar e refletir com os indivíduos com que trabalha
sobre as reais dificuldades da sua sociedade, não teme a realidade, não
manipula, não foge da comunicação e não vê na mudança uma ameaça. Já aqueles
que optam pela antimudança, negam as transformações sociais e não se interessam
pelo desenvolvimento de uma concepção crítica da realidade por parte dos
indivíduos
Viviane Arcanjo Silva
Turma/02
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